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DIANA NORONHA 
ESCRITOR

Email: diana.werkmeister@gmx.de
Conheça mais sobre o autor em http://

Minha vida antes dos trinta
Nasci em Porto Alegre e fui batizada na dia da inauguração de Brasília. Fiz o que na época se chamava de Primeiro Grau numa escola pública em pleno período da ditadura. No Segundo Grau, passei para uma escola de padres, o que não foi muito melhor.
Este tempo todo que passei na escola me fez pensar que um ambiente com mais liberdade e alegria combinava, sim, com o lugar onde se acumulam informações. Resolvi ser professora e fiz o curso de Letras. Meu primeiro ano de trabalho foi passado justamente nesta escola de padres onde eu tinha concluído o Segundo Grau. Eu passara quatro anos envolvida com o Movimento Estudantil e minha cabeça tinha dado muitas voltas – a escola continuava a mesma. Caí fora na primeira oportunidade e comecei a peregrinar por várias escolas da cidade. Com base nesta experiência, escrevi meu primeiro livro Pro que der e vier. O livro estourou e de repente me vi viajando para várias cidades do interior e dando autógrafos em diversas feiras do livro.
Percebi que tinha mexido em alguma coisa que também para mim era fundamental e resolvi ir mais fundo. Fui fazer Mestrado em Educação e logo depois um Doutorado em Teoria da Literatura, pois eu queria entender como é que os livros lidos se combinam na cabeça da gente para provocar mudanças fundamentais na nossa vida.
Durante o Mestrado, comecei a lecionar no ensino superior, dando aulas de Didatica da Leitura e de Literatura Portuguesa, uma paixão que eu cultivo desde que em 1984 fui passar um mês estudando em Portugal. Hoje eu estou convencida de que minha vida não teria mudado totalmente se eu não tivesse passado este tempo no norte de Portugal.

Minha vida depois dos trinta
Vim para a Alemanha em 1991. Queria me aprofundar na idéia de recepção dos textos literários. No Brasil havia pouca bibliografia a respeito e fui mergulhando nos textos teóricos que meu orientador alemão indicava. No começo eu falava feito um livro, depois fui aprendendo a me comunicar com as pessoas nesta língua que tantos consideram difícil, mas que tem uma lógica que, uma vez desvendada, não oferece mais problemas.
Pouco antes de colocar o ponto final na minha tese de doutorado, conheci aquele que viria a ser o meu companheiro desde então. Um ano depois, estava casada, vivendo definitivamente na Alemanha e já tínhamos um filho. Atualmente temos três.
Passei um tempão em casa só criando os filhos. E escrevendo. Neste meio tempo, publiquei mais dois livros juvenis, ambos com temas relativos à vida entre dois países: Que tal passar um ano num país estrangeiro? e Na mesma sintonia, ambos pela coleção Jabuti da Editora Saraiva. Pela Paulinas, publiquei um livro infantil chamado O trator narigudo. Tenho outros textos que devem sair nos próximos tempos.
Voltei a trabalhar como professora numa escola que tem muitos alunos na mesma situação que eu. Eles são filhos de imigrantes e lutam para dominar as regras da língua alemã. Como já passei por isto, entendo suas dificuldades e tenho como ajudá-los. Além disto eu cuido da bilbioteca da escola, que nem existia quando eu comecei a trabalhar lá. Hoje ela tem mais de 500 exemplares. Tudo que tem a ver com incentivo à leitura e apresentação de livros cai nas minhas mãos. Já fiz até oficina literária com as crianças. Tenho certeza de que a experiência vai me render no mínimo mais um livro...


Feira do Livro em Porto Alegre
 

Meu primeiro livro
 


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